segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Grupo de Teatro de Mem Martins - "As Espingardas da Mãe Carrar"

O GTMM-Grupo de Teatro de Mem Martins surge em 1973 por iniciativa de seccionistas culturais de uma colectividade local, o Mem Martins Sport Clube (MMSC).

Em 1974 o grupo sai do MMSC devido a divergências com a Direcção dessa colectividade, e também ao desejo de autonomia do GTMM.

O GTMM legaliza-se como cooperativa em 30 de Março de 1976, com um capital social de 1.000$00, referente a 10 acções de 100$00 dos sócios fundadores.


A segunda peça levada à cena pelo GTMM foi "As Espingardas da Mãe Carrar", de Bertold Brecht. Estreou em 1 de Fevereiro de 1975, tendo sido apresentados 141 espectáculos, dos quais 110 antes da formação da Cooperativa e 31 depois. Foram realizados espectáculo em 10 distritos do país, sendo 39 no concelho de Sintra.

O Grupo levou em 1975 a peça a 4 festivais do país (Lisboa, Évora, Santarém e Montemor-o-Velho); também foi levada a 17 quartéis. A montagem da peça foi subsidiada pela APTA-Associação Portuguesa da Teatro Amador.



A última representação de "As Espingardas da Mãe Carrar" foi efectuada em 31 de Julho de 1976.

O programa da peça:




A Gazeta de Algueirão-Mem Martins n.º 3

Mais uma "Gazeta de Algueirão-Mem Martins", o n.º 3 de Março de 1979:






terça-feira, 8 de setembro de 2009

Museu do Trabalho Michel Giacometti

As férias são sempre uma boa oportunidade para visitarmos aquele local que queremos ver há imenso tempo, mas que ainda não conseguimos por várias razões.

Um desses locais era o Museu do Trabalho em Setúbal, aqui tão perto:


Em linhas gerais, poder-se-á dizer que o museu se encontra organizado em três áreas expositivas:

  • A reconstituição de uma mercearia de Lisboa do séc. XIX (Av. da Liberdade)
  • Amostra do trabalho da indústria conserveira -o edifício do museu era uma antiga fábrica de produção de conservas de peixe
  • Colecção de alfaias e ferramentas, oriundas de um programa de recolha etnográfica/projecto de pesquisa e de caracterização etno-sociológica, desenvolvido no Verão "quente" de 1975 no quadro do Serviço Cívico Estudantil sob a direcção de Michel Giacometti.
Para além de outros espaços de serviços, vale ainda a pena conhecer o Centro de Documentação, com obras de etnografia e Fundo Local.

Sobre o grande Michel Giacometti havemos de falar um dia desses, mas deixamos ficar o registo de uma "preciosidade" (editado pela TORRALTA):

Até ao próximo dia 29 de Setembro, pode ainda ser vista uma interessante exposição sobre arquitectura galega (recordam-de de alguma exposição sobre arquitectura popular portuguesa, por exemplo a saloia?):

domingo, 16 de agosto de 2009

José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto juntos em concerto

Fausto Bordalo Dias, José Mário Branco e Sérgio Godinho vão-se juntar num espectáculo a que foi dado o título "Três cantos" e o subtítulo "Enfim Juntos".

Do site de world music, folk music http://cronicasdaterra.com/ extraímos alguns elementos sobre estes concertos:


(c) foto: Mário Pires - in http://cronicasdaterra.com/



De acordo com a Lusa, «Fausto e Sérgio Godinho colaboraram com José Mário Branco no álbum “Resistir é Vencer” de 2004.

Nesse ano, numa entrevista José Mário Branco falava já da possibilidade dos três se juntaram num concerto.

“Para já é só ainda um projecto. Cada um de nós tem a sua carreira, os seus espectáculos, os seus compromissos… Mas é daquelas coisas que, como se costuma dizer, não gostaria de morrer sem que esse espectáculo conjunto acontecesse. Mas um espectáculo em que fizéssemos músicas originais”, disse em 2004 ao jornal Blitz José Mário Branco.

O músico esclareceria, “não seria um espectáculo do género: ‘olha ali aqueles três velhinhos a olhar para o passado’. Mas há uma questão óbvia de geração e de referência: de uma ou de outra forma somos os três originários da mesma semente que foi o Zeca Afonso”.»

No Público, o jornalista Nuno Pacheco refere que «os três estão a trabalhar em conjunto, com maior intensidade desde Abril passado, para um espectáculo que não pretende ser uma mera soma de partes. Em palco, deverão apresentar-se os três juntos, com um grupo de músicos ainda não revelado ou só com as suas guitarras, mas também em duo e a solo, cantando músicas próprias ou dos restantes parceiros. Ou talvez algum tema inédito, fruto deste trabalho conjunto que será gravado para editar em CD e DVD”».



Estes concertos são promovidos pelo Vachier & Associados, que os define como "um encontro histórico" entre três "referências não só musicais mas também poéticas do que é cantar em português" e serão realizados em 22 de Outubro no Campo Pequeno, em Lisboa e no Coliseu do Porto em 31 de Outubro.

Os bilhetes foram colocados à venda e, apesar do preço (comprámos hoje para a 2.ª bancada/sector 3 a 35 €), já não restavam muitos.

WOODSTOCK, 40 anos

O Festival de Woodstock, evento que marcou a nossa geração, celebra estes dias o seu 40.º aniversário.
Eis o programa, reproduzido num postal comprado há alguns anos em Paris:

A televisão pública lançou a "Rádio Woodstock", um excelente microsite sobre o festival, a não perder mesmo:

http://ww1.rtp.pt/radios/online/woodstock/index.php