terça-feira, 6 de setembro de 2011

Museu do Côa


O Museu do Côa, inaugurado no ano passado, merece mesmo uma visita.

Para além do valioso espólio sobre as gravuras de Foz Côa, do seu carácter pedagógico acerca da pré-história e da imponente paisagem sobre as gravuras de Foz Côa, há que apreciar a arquitectura do edifício.



No Ano Internacional da Arquitectura, o Ministério da Cultura e a Ordem dos Arquitectos, promoveram a abertura de um concurso para o projecto deste edifício. O então Instituto Português de Arqueologia, com a colaboração da Ordem dos Arquitectos, lançou o Concurso Público para os trabalhos de concepção e elaboração do projecto do que se designou então "Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa." O primeiro prémio foi atribuído à equipa dos Arquitectos Pedro Pimentel e Camilo Rebelo, do Porto.
O museu construído é resultado do desenvolvimento da proposta vencedora: projecto do edifício e o projecto expositivo. “A evolução do corpo do museu – enquanto prótese metamórfica – tem por base um pressuposto único de integração na paisagem. Neste sentido é simultaneamente um gesto forte e afirmativo, mas também subtil, sensível à topografia e dialogante com a paisagem que o recebe.”
O edifício é constituído por quatro pisos, cobertura/Piso 2, Piso 1, Piso 0 e Piso-1, organizados por um sistema particular de circulações verticais e horizontais. A cobertura reúne circulações pedonais de acesso ao museu e
faixas destinadas a estacionamento de veículos. Incorpora ainda áreas panorâmicas. Dois elevadores e uma escada criam a ligação directa ao átrio de entrada do museu.
O Piso 0, onde se situa a exposição permanente do museu e as salas de exposições temporárias, é estruturado pela rampa/corredor que percorre todo o corpo. “No fim do primeiro tramo desta rampa forma-se um nó de ligações”: para o interior do Museu, para a área administrativa, sede do Parque e Museu do Côa, para o piso inferior, onde se localiza o restaurante e cafetaria (ainda não concessionados) e auditório.
In
http://www.arte-coa.pt/index.php?Language=pt&Page=Museu&SubPage=Edificio


Porque as gravuras não sabem nadar, io!


F. I. Sendim - Concerto de sanfona de Célio Pires e Amigos

Na tarde de 06 de Agosto realizou-se na Casa de Cultura de Sendim (pois, há mesmo um Centro Cultural em Sendim – que vergonha, Algueirão-Mem Martins) um concerto de Sanfona.

O concerto, designado de “Célio Pires e Amigos”, com o próprio Célio Pires e os amigos Sérgio Martins e António Carlos Garcia, reuniu algumas centenas de presenças. Célio Pires, para além de gaiteiro, é também construtor de gaitas de foles e flautas pastoris (http://www.cm-mdouro.pt/media/cms/files/Artesanato.pdf).


Uma curiosidade: na altura do concerto encontrava-se na Casa da Cultura um exposição de pintura de Adelaide Monteiro, uma professora aposentada natural de Especiosa, Terras de Miranda, que deu aulas em escolas de Sintra durante muitos anos.

Um vídeo do concerto pode ser visto em: http://www.youtube.com/watch?v=2O1iNTphnOQ

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ó Vila de Olhão...

Olhão é uma simpática cidade (recente ex-vila) dos Algarves, conhecida essencialmente pela sua arquitectura popular “cubista”, mas também por outras boas razões – o porto piscatório, as ilhas, a história, essencialmente no período da Restauração.


José Afonso considerou Olhão sua terra adoptiva e cantou-a em 1964 no EP “Cantares de José Afonso”, do qual foi extraído também no mesmo ano o Single “Ó Vila de Olhão” (http://flyonmusic.wordpress.com/eps-singles-zeca-afonso/); a capa deste Single é uma pintura de Maluda.


(1964) José Afonso – Ó Vila De Olhão (Single)



(1964) José Afonso – Cantares de José Afonso (EP)



A letra de "Ó Vila de Olhão":



Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não
Com papas e bolos
Engana o burlão
Os que de lá são
E os que pra lá vão
E os que pra lá vão
E os que pra lá vão

Ó flor da trapeira
Ó rosa em botão
Tuas cantaneiras
Bem bonitas são

Larga ó pescador
O que tens na mão
Que o peixe que levas
É do teu patrão
É do teu patrão
É do teu patrão

Limpa o teu suor
No camisolão
Que o peixe que levas
É do cais de Olhão

Vem o mandarim
Vem o capitão
Paga o pagador
Não paga o ladrão
Não paga o ladrão
Não paga o ladrão

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não

Quem te pôs assim
Mar feito num cão
Foi o tubarão
Foi o tubarão
Foi o tubarão

Mulher empregada
Diz o povo vão
Que aquela empreitada
Não dá nada não

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha da povo
Madrasta é que não
Madrasta é que não
Madrasta é que não

Ó pata descalça
Deixa-me da mão
Que os da tua raça
Já não pedem pão

Passa mais um dia
Todos lembrarão
Passa mais de um ano
Já não pedem pão

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não
_____________________________

Letra e música de Zeca Afonso
(1964)

A canção:


http://www.youtube.com/watch?v=nfUPDxW4Ao8&feature=feedf

O "verso do verso" (http://www.aja.pt/?page_id=3263):

Fiz muitas viagens a Olhão, minha terra adoptiva. A meio do caminho da Fuzeta, entre Olhão e Marim, a vila vai-se adelgaçando, a viagem toma-se mais rápida e ruidosa, devido ao vento que entra pelas janelas. Pode-se berrar sem que ninguém nos ouça. Foi assim que nasceu esta crónica rimada. Servida pela cadência mecânica do “pouca¬terra”, versa um tema alusivo às vicissitudes por que passa o mexilhão quando o mar bate na rocha. A culpa não é do mar. José Afonso

domingo, 28 de agosto de 2011

GALANDUM GALUNDAINA EM CASTRO MARIM

Integrado no evento Dias Medievais de Castro Marim, realizou-se no passado dia 25 de Agosto no castelo dessa vila um concerto dos Galandum Galundaina.

Como era de esperar, um bom espectáculo do grupo de Miranda do Douro, de certa forma com “desperdício”, dado o grande atraso no início do concerto e o tempo desagradável (nem mesmo o Algarve este ano tem escapado à vaga de menos bom tempo).

Acompanhe os Galadum Galundaina em http://www.facebook.com/pages/Galandum-Galundaina/ + www.galandum.co.pt/





Aspectos do concerto


Aspectos da animação de rua com os Galandum Galundaina

DIAS MEDIEVAIS EM CASTRO MARIM



De 25 a 29 de Agosto decorrem em Castro Marim os “Dias Medievais”.

Esta louvável iniciativa da Câmara Municipal de Castro Marim traz à simpática vila algarvia do Guadiana muitos milhares de turistas, nacionais e estrangeiros, que participam activamente nas múltiplas iniciativas destes Dias Medievais.


É evidente o esforço da autarquia no envolvimento da comunidade local – associações recreativas e culturais locais, escolas, artesãos, comerciantes –, mas também nas parcerias com entidades e associações de outros países (Espanha, França, Itália), com resultados muito positivos.


Um exemplo de boas práticas que envergonha certamente muitas outras autarquias de muito maior dimensão – os meus filhos referem a “pifieza” das feiras medievais de Sintra, protagonizadas por meia dúzia de freaks espanhóis” – eu não concordo, fui adolescente nos anos 70, não podia ter nada contra os freaks).


O programa dos Dias Medievais Bilhete
Caneca e coroa – incluídos no bilhete de entrada (5 €)
Pacotes de açúcar alusivos

Cinema o ar livre – Largo 1.º de Maio, 23 de Agosto



Aspectos dos desfiles, feira e animação de rua - 25, 26 e 27 de Agosto




Concerto dos Galandum Galundaina - 25 de Agosto (ver outro post)