sábado, 17 de setembro de 2011

Sérgio Godinho apresentou em Sintra "Mútuo Consentimento"

Ontem à noite no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, Sérgio Godinho apresentou o seu novo disco - "Mútuo Consentimento" -, lançado na passada 2.ª feira.


Uma descrição do concerto, a cargo, com a devida vénia, de Marta Rocha, em http://www.myway.pt/#/noticia/sergio_godinho_apresentou_mutuo_consentimento_em_sintra_contamos_como_foi_5154.aspx):
Sérgio Godinho acaba de lançar o álbum “Mútuo Consentimento” e apresentou-o esta noite no Centro Cultural Olga Cadaval, perante uma plateia de várias gerações que esgotou a sala. No ano em que celebra 40 anos de carreira, o músico trouxe os excelentes "assessores" provou o que se esperava: Sérgio Godinho não envelhece e embora mude a cada novo trabalho, a cada nova digressão, sabemos sempre que podemos confiar nele.

A música de Sérgio Godinho é palavra, é sabido por todos, não é por isso de estranhar que tenha começado o concerto de apresentação de “Mútuo Consentimento” com “Mão na música”, belíssimo elogio à música em formato “Spoken Word” que serve também de abertura do disco. Entre as batidas alegres de “Bomba Relógio”, ou “Eu vou a jogo” e a calma da brilhante “valsa” criada a meias com Bernardo Sasseti em “Dias Consecutivos”, “Mútuo Consentimento” é apresentado quase por inteiro e conseguimos ver as canções a crescer, a ganhar personalidade perante uma audiência que as soube receber.

Com uma carreira de quarenta anos e uma série de clássicos que marcam a história da música nacional, Sérgio Godinho resiste à tentação de prosseguir pela nostalgia fácil e cria um alinhamento equilibrado, entre os clássicos e os novos temas. Entre copos de vinho, o músico explica como nasceram as novas músicas e reage com piada aos percalços antes de “Só neste país", como quem sabe que está em casa.

Se as novas canções foram bem recebidas, temas ouve em que bastaram os primeiros acordes para serem ovacionados. “Liberdade” e “Arranja-me um emprego” foram dos mais aplaudidos da noite e percebemos que as letras de intervenção do cantor voltam a ter um significado especial para quem o ouve.

O arrepio de “Primeiro Dia” cantado em conjunto, a festa de “Quatro Quadras Soltas” e uma “Lisboa que Amanhece”, tocada por Sérgio Godinho só à guitarra e interpretada em sussurro colectivo foram alguns dos momentos mais bonitos de uma noite que também o foi. “A noite passada” pôs um ponto final no concerto que mesmo sem brilhozinho nos olhos, nos soube a tanto.

Esta tarde, às 18H00, passou também na TSF uma entrevista com Sérgio Godinho acerca deste novo disco (http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1998827).



terça-feira, 6 de setembro de 2011

As Pousadas da Juventude

As Pousadas da Juventude (que, contrariamente à designação, não são exclusivas para jovens), são um excelente meio na “arte de viajar” de forma económica e segura.

São muitas as vantagens desta rede de pousadas geridas por uma entidade da Administração Pública (Mobijovem - http://microsites.juventude.gov.pt/Portal/pt/default.htm): grande número de equipamentos (actualmente 54), boa cobertura do país (todo o continente de Norte a Sul e também nas Iihas), garantia de condições de higiene e de segurança, profissionalismo e cordialidade dos seus trabalhadores, preços mesmo muito acessíveis (que incluem um bom pequeno-almoço).

O acesso a esta rede de pousadas pressupõe a aquisição de um cartão – Cartão de Alberguista, custo anual de 6,0 € –, que poderá ser mesmo requerido pela Internet, e remetido por correio ao destinatário no prazo de 3 dias úteis (que são mesmo cumpridos).


A Mobijovem encontra-se numa fase de alguma indefinição quanto ao seu futuro (as notícias apontam para a sua fusão com outras 2 entidades públicas), que esperamos seja ultrapassada rapidamente, certamente com a sua manutenção como bom serviço público que o é - contrariamente ao que neste dias "eventualmente tumultuosos" se quer fazer crer, há mesmo exemplos de boas práticas de serviço público...


Pousada de Vila Nova de Foz Côa



Pousada de Idanha-a-Nova

F. I. Sendim - Oficina de Danças Tradicionais

No âmbito do 12.º Festival Intercéltico de Sendim realizou-se em 06 de Agosto no largo principal dessa vila uma Oficina de Danças Tradicionais.

A Oficina foi dinamizada pelos “Gaiteiros de Sendim – Grupo Lenga Lenga”, (http://www.lengalenga.net/), com um papel de destaque para o jovem Dinis Arribas, oriundo de uma família de gaiteiros e construtores de gaitas de foles das Terras de Miranda.



Um vídeo:


Museu do Côa


O Museu do Côa, inaugurado no ano passado, merece mesmo uma visita.

Para além do valioso espólio sobre as gravuras de Foz Côa, do seu carácter pedagógico acerca da pré-história e da imponente paisagem sobre as gravuras de Foz Côa, há que apreciar a arquitectura do edifício.



No Ano Internacional da Arquitectura, o Ministério da Cultura e a Ordem dos Arquitectos, promoveram a abertura de um concurso para o projecto deste edifício. O então Instituto Português de Arqueologia, com a colaboração da Ordem dos Arquitectos, lançou o Concurso Público para os trabalhos de concepção e elaboração do projecto do que se designou então "Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa." O primeiro prémio foi atribuído à equipa dos Arquitectos Pedro Pimentel e Camilo Rebelo, do Porto.
O museu construído é resultado do desenvolvimento da proposta vencedora: projecto do edifício e o projecto expositivo. “A evolução do corpo do museu – enquanto prótese metamórfica – tem por base um pressuposto único de integração na paisagem. Neste sentido é simultaneamente um gesto forte e afirmativo, mas também subtil, sensível à topografia e dialogante com a paisagem que o recebe.”
O edifício é constituído por quatro pisos, cobertura/Piso 2, Piso 1, Piso 0 e Piso-1, organizados por um sistema particular de circulações verticais e horizontais. A cobertura reúne circulações pedonais de acesso ao museu e
faixas destinadas a estacionamento de veículos. Incorpora ainda áreas panorâmicas. Dois elevadores e uma escada criam a ligação directa ao átrio de entrada do museu.
O Piso 0, onde se situa a exposição permanente do museu e as salas de exposições temporárias, é estruturado pela rampa/corredor que percorre todo o corpo. “No fim do primeiro tramo desta rampa forma-se um nó de ligações”: para o interior do Museu, para a área administrativa, sede do Parque e Museu do Côa, para o piso inferior, onde se localiza o restaurante e cafetaria (ainda não concessionados) e auditório.
In
http://www.arte-coa.pt/index.php?Language=pt&Page=Museu&SubPage=Edificio


Porque as gravuras não sabem nadar, io!


F. I. Sendim - Concerto de sanfona de Célio Pires e Amigos

Na tarde de 06 de Agosto realizou-se na Casa de Cultura de Sendim (pois, há mesmo um Centro Cultural em Sendim – que vergonha, Algueirão-Mem Martins) um concerto de Sanfona.

O concerto, designado de “Célio Pires e Amigos”, com o próprio Célio Pires e os amigos Sérgio Martins e António Carlos Garcia, reuniu algumas centenas de presenças. Célio Pires, para além de gaiteiro, é também construtor de gaitas de foles e flautas pastoris (http://www.cm-mdouro.pt/media/cms/files/Artesanato.pdf).


Uma curiosidade: na altura do concerto encontrava-se na Casa da Cultura um exposição de pintura de Adelaide Monteiro, uma professora aposentada natural de Especiosa, Terras de Miranda, que deu aulas em escolas de Sintra durante muitos anos.

Um vídeo do concerto pode ser visto em: http://www.youtube.com/watch?v=2O1iNTphnOQ

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ó Vila de Olhão...

Olhão é uma simpática cidade (recente ex-vila) dos Algarves, conhecida essencialmente pela sua arquitectura popular “cubista”, mas também por outras boas razões – o porto piscatório, as ilhas, a história, essencialmente no período da Restauração.


José Afonso considerou Olhão sua terra adoptiva e cantou-a em 1964 no EP “Cantares de José Afonso”, do qual foi extraído também no mesmo ano o Single “Ó Vila de Olhão” (http://flyonmusic.wordpress.com/eps-singles-zeca-afonso/); a capa deste Single é uma pintura de Maluda.


(1964) José Afonso – Ó Vila De Olhão (Single)



(1964) José Afonso – Cantares de José Afonso (EP)



A letra de "Ó Vila de Olhão":



Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não
Com papas e bolos
Engana o burlão
Os que de lá são
E os que pra lá vão
E os que pra lá vão
E os que pra lá vão

Ó flor da trapeira
Ó rosa em botão
Tuas cantaneiras
Bem bonitas são

Larga ó pescador
O que tens na mão
Que o peixe que levas
É do teu patrão
É do teu patrão
É do teu patrão

Limpa o teu suor
No camisolão
Que o peixe que levas
É do cais de Olhão

Vem o mandarim
Vem o capitão
Paga o pagador
Não paga o ladrão
Não paga o ladrão
Não paga o ladrão

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não

Quem te pôs assim
Mar feito num cão
Foi o tubarão
Foi o tubarão
Foi o tubarão

Mulher empregada
Diz o povo vão
Que aquela empreitada
Não dá nada não

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha da povo
Madrasta é que não
Madrasta é que não
Madrasta é que não

Ó pata descalça
Deixa-me da mão
Que os da tua raça
Já não pedem pão

Passa mais um dia
Todos lembrarão
Passa mais de um ano
Já não pedem pão

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não
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Letra e música de Zeca Afonso
(1964)

A canção:


http://www.youtube.com/watch?v=nfUPDxW4Ao8&feature=feedf

O "verso do verso" (http://www.aja.pt/?page_id=3263):

Fiz muitas viagens a Olhão, minha terra adoptiva. A meio do caminho da Fuzeta, entre Olhão e Marim, a vila vai-se adelgaçando, a viagem toma-se mais rápida e ruidosa, devido ao vento que entra pelas janelas. Pode-se berrar sem que ninguém nos ouça. Foi assim que nasceu esta crónica rimada. Servida pela cadência mecânica do “pouca¬terra”, versa um tema alusivo às vicissitudes por que passa o mexilhão quando o mar bate na rocha. A culpa não é do mar. José Afonso

domingo, 28 de agosto de 2011

GALANDUM GALUNDAINA EM CASTRO MARIM

Integrado no evento Dias Medievais de Castro Marim, realizou-se no passado dia 25 de Agosto no castelo dessa vila um concerto dos Galandum Galundaina.

Como era de esperar, um bom espectáculo do grupo de Miranda do Douro, de certa forma com “desperdício”, dado o grande atraso no início do concerto e o tempo desagradável (nem mesmo o Algarve este ano tem escapado à vaga de menos bom tempo).

Acompanhe os Galadum Galundaina em http://www.facebook.com/pages/Galandum-Galundaina/ + www.galandum.co.pt/





Aspectos do concerto


Aspectos da animação de rua com os Galandum Galundaina