Já no rescaldo da revolução do 25 de Abril e do PREC, em 1976/77 surge a FAPIR - Frente dos Artistas Populares e Intelectuais Revolucionários, com sede ("provisória") na Casa da Comuna, na Praça de Espanha. Esta plataforma, como agora se dirá, datava já do final de 1975, com a designação PRÓ-FAPIR (CORREIA, Mário - Música Popular Portuguesa-Um Ponto de Partida. Coimbra: CentelhaMundo da Canção, 1984 - ver digitalização no final). Tanto quanto me recordo - socorro-me essencialmente da minha (fraca) memória pessoal de algumas reuniões em representação do GTMM-Grupo de Teatro de Mem Martins Cooperativa Cultural no casarão cor-de-rosa, já que a biliografia é muito escassa -, ela agrupou muitos dos designados "cantores de intervenção" (p. ex. Sérgio Godinho, Fausto, Pedro Barroso, Carlos Guerreiro, GAC, José Mário Branco - como de costume o grande impulsionador da organização dos "artistas de variedades", como mais tarde veio a teorizar na UPAV-União Portuguesa...